Design instrucional e marketing

Este post está orientado para os designers instrucionais que trabalham em ambientes corporativos, desenvolvendo programas de e-Learning.

Convencionou-se chamar de e-Learning os cursos ou programas de treinamento mediados tecnologicamente, ou seja, desenvolvidos com base em ferramentas de autoria e disponibilizados por meio de um LMS. Trata-se de programas elaborados dentro de uma empresa em benefício de seus empregados, e, às vezes, direcionados também para clientes e fornecedores. Recebem o rótulo de e-Learning, por um lado, porque não são, necessariamente, programas ministrados à distância. Pode não haver tutores ou instrutores envolvidos no processo. Geralmente, são cursos de autoinstrução ou autoaprendizagem. Por outro lado, esses cursos estão baseados, em sua quase totalidade, nas telas do computador (seja um micro, tablet ou smartphone). É raro haver o apoio de livros, apostilas ou outros materiais impressos.

Assim, a tendência é que, ao se falar em e-Learning, estamos nos referindo à aprendizagem corporativa, e, ao se falar em EAD, estamos falando em aprendizagem acadêmica.

Isto posto, tem me chamado atenção o pouco conhecimento e, também, o pouco interesse que boa parte dos nossos designers instrucionais tem pelas estratégias e conceitos da área de marketing. O que é uma pena, porque algumas estratégias de marketing podem ser extremamente úteis para o sucesso de programas de e-Learning.

Pensando nisso, eu e meu colega Eurico Sadao traduzimos e adaptamos um artigo muito interessante, acessível e útil sobre a relação existente entre design instrucional e marketing. O nome do artigo é “e-Learning: não basta desenvolver, tem que promover” e foi escrito por Jay Cross, um especialista americano no tema. O arquivo, que tem o nome Marketing de eLearning, está em formato PDF.

Embora tenha sido publicado, originalmente, em 2003, o texto permanece, a meu ver, atual e útil. Chamo atenção para os seguintes destaques:

  • As pessoas podem gostar da mudança, mas não gostam de serem mudadas.
  • A Tabela 1 mostra a similaridade existente entre o mix de marketing e o modelo ADDIE de design instrucional.
  • Os programas de e-Learning da sua empresa são uma commodity? São produtos excelentes ou iguais a quaisquer outros?

Que boa pergunta essa, hein? Você, DI que trabalha em empresa, tem uma resposta para ela? Quer compartilhar aqui com a gente?

Ao final do texto há um interessante exercício chamado “conversa de elevador”. Convido você a participar dele.

Encaminhe suas respostas pela seção de “Comentários”.

6 Comentários

  1. AvatarJoão Pedro

    Parabéns pela iniciativa e por compartilhar suas experiências, Wagner! Grande abraço.

    Responder
    1. AvatarWagner Destro

      Obrigado pelo feedback, João.
      Espero que você nos visite sempre e compartilhe seus conhecimentos também.
      Um abraço.

      Responder
  2. AvatarEmilio Antonio Leonel Fereira

    Artigo muito interessante e motivador para que já está na área DI, ou para que pretende iniciar como eu.Grato Vagner, valeu !!!

    Responder
    1. AvatarWagner Destro

      Olá, Emílio. Esse artigo é mesmo muito útil, principalmente para quem está iniciando uma carreira na área de DI. Boa sorte!

      Responder
  3. AvatarJader Silva

    Muito bom. Estou exatamente neste momento do meu negócio, promover!

    Responder
    1. AvatarWagner Destro

      Olá, Jader. Pois é, como o Jay Cross diz, “não basta desenvolver, tem que promover!”.
      Boa sorte para você.

      Responder

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *